segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 30 de dezembro de 2012
AGARRA - ME
Agarra-me hoje
Como á quatro anos quando nos encontramos,
e pela primeira ocasião nos beijamos.
Agarra-me hoje
e juntos gravemos,
Tudo o que igualmente queremos.
Agarra-me
hoje
Como em todos os sonhos de criança,
e dá-me a tua aliança.
Agarra-me hoje
Para vivermos nas surpresas do frio e do calor
Mas uma vida de inalterável de amor,
Agarra-me hoje
Sem perguntares a razão,
Porque ninguém compreende as coisas do coração.
Agarra-me hoje
Agarra-me hoje forte,
E ama-me até á morte
( Nuno Nogueira
Silva)
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Perdoa-me
Perdoa-me,
Se não estive sempre contigo,
E decidi ser mais forte que tu.
Perdoa-me,
Se não fiz um drama do tamanho do
mundo,
Quando me beijastes apenas
durante um segundo.
Perdoa-me,
Se aceitei viver no inferno da
distancia,
Quando queria o paraíso de uma
criança.
Perdoa-me
Se não acreditei no amor,
Com medo da dor.
Perdoa-me
De não ter tido a coragem de
chorar,
Quando estava a te abraçar.
Perdoa-me
Perdoa-me tudo o que não fiz,
Principalmente sabendo que
precisava de ti para ser feliz.
domingo, 16 de dezembro de 2012
LEMBRO-ME
Lembro-me da tua chegada, naquele fim de tarde atrapalhada. Lembro-me
como se fosse hoje. Trazias o teu casaco de cabedal castanho pelas costas,
escondendo a ansiedade do coração de quem amava sem razão. Trazias no rosto a
beleza da Primavera, e nos olhos a luz e o calor de uma tarde de Verão. Trazias
um sorriso nos lábios com um sabor inconfundível do Outono frio e seco. O teu
coração carregava as chuvas de inverno, que fizeram desta distância um inferno.
Abri-te os braços, e neles te refugiaste e senti a força da distância, pela
forma intensa do abraço. Nesse momento soube que era para sempre, e que não
podia nunca mais te deixar partir.
domingo, 9 de dezembro de 2012
CARTAS RASGADAS
Quando os sonhos não tem fim,
E a noite parece não acabar,
Caminho contigo ao pé de mim,
Numa escuridão do tamanho do mar,
Sinto as tempestades,
Que não conseguimos prever,
Matando saudades,
Do que o coração não deixa esquecer.
Vejo os pássaros voarem,
Na direcção do sol,
E os minutos a passarem,
A passo de caracol.
Mas fica sempre o amor,
Os momentos e as gargalhadas,
Que apagam a dor,
Das cartas rasgadas.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
ALGUEM DISSE
Alguém disse que o amor verdadeiro só aparece de dez em dez
anos, ou uma vez na vida.
Alguém disse que não se pode amar duas pessoas ao mesmo
tempo, para sempre.
Alguém disse que nada é mais bonito que um sonho, mas a
felicidade é só um sonho.
Alguém disse que se pode perder um amor.
Mas nunca ninguém disse como deixar de amar.
Já li vezes sem conta todas as palavras aqui deixadas na tua
ultima carta, e sei que elas não dizem metade do que refletem. A pressão
exercida na caneta enquanto escrevias e a folha machucada marcam a angústia da
distância, mas ela reconforta-me com o teu toque e perfume.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
POR AMOR A TI
POR
AMOR A TI
Por amor a ti tenho que deixar-te,
Deixar-te encontrar o caminho,
Para voltar a amar-te,
Quando sentires falta do meu carinho.
A distancia pode impedir,
De um amor adormecer,
Fazendo sentir,
O que se está a perder.
Um amor resiste ao tempo,
E encurta a distancia,
Fazendo um chamamento,
A este amor de infância.
E os olhos vão sentir saudade,
Porque é difícil fugir,
E impossível esquecer a felicidade,
De te ver a sorrir.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Pego numa Caneta
Pego numa caneta,
e numa folha branca escrevo o teu nome,
desenhando cada letra como um pintor,
que desenha um rosto ou um quadro apenas com letras.
deixo cair nesta folha letras de saudade,
misturadas com lágrimas,
misturadas com tinta,
misturadas com amor e dor
Cada letra,
cada palavra aqui escrita faz como que fosse mais um passo
dado na tua direcção,
Com a distancia escrevo,
com a distancia vivo,
com a distancia amo,
e sublinho em cada palavra desta folha o quanto te amo...
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