Era um verão como os outros, o sentimento de descanso
chegava por fim até mim. Nada melhor que encher o saco com umas camisolas de
manga curta e umas calças de ganga, uns calções e juntos com uma dúzia de
amigos rumo há praia.
Estava tudo combinado, casa alugada, e promessas de um verão
inesquecível.
Os dias iam passando entre o sol da praia e as noites na
coboiada. Os bares eram poucos para soltar tanta energia num corpo de um jovem
de 18 anos.
Um final de tarde foi mágico, quando cruzei no chuveiro da praia
com a mulher que viria a ser a mulher da minha vida. Ela estava simplesmente
tirando os restos de areia que se apegavam no seu corpo debaixo do chuveiro,
quando eu a vi. Inevitavelmente e como se conduzido pelo coração e o desejo,
ali me desloquei.
Após a observar durante pouco mais que um segundo sabia que
se a deixa-se ir sem um comentário corria o risco de nunca mais a ver naquela
vasta praia sempre cheia de gente nova e distante.
Foi quando lhe disse que se tomasse-mos banho os dois
em simultâneo poupava mais agua e seria mais rápido. Lembro-me que ela sorriu e
saiu. Antes que fosse embora perguntei-lhe onde iria estar naquela noite
Obrigado,
a todos os que estiveram presentes em mais uma feira do livro de Penafiel.