quarta-feira, 27 de maio de 2015

Tenha pena.



Hoje acordei a pensar em todas as pessoas, que também tal como nós um dia se apaixonaram, e fixaram nas suas memórias a beleza de um rosto ou de um corpo. Tenho pena que essas
pessoas tenham-se apaixonado pela parte errada do amor, e ao longo da vida possam sentir-se roubadas ou privadas dessa beleza que lhes conquistou o coração.
O tempo molda o corpo mas não o sentimento, e a beleza pode acabar por ausentar-se. Com esse desaparecimento talvez possa também desaparecer o amor e essa paixão. Não quero viver privado deste amor, por isso resolvi apagar a fisionomia do teu rosto das minhas lembranças, apagando também os traços do teu corpo.
Procuro apenas agarra-me a pormenores que por mais que muitos anos passem, o tempo não possa apagar ou modificar este meu amor por ti.
Assim tenho horas e momentos em induzo o teu perfume no ar que respiro, e o meu corpo flutua segundos depois. O meu corpo ganha uma leveza, que nem eu sei explicar… E mesmo que quisesse… Não sei se seria capaz…
Neste longo caminho acabei por encontrar um outro caminho… Um atalho na vida que insistiu em me tirar a tua presença e me fez este atalho chegar a ti.
Sim esse perfume doce, que a flor em tempo libertou e se associou a este amor e chegou ao meu coração em forma de feitiço. Hoje basta uma pequena gota na palma da mão para me levar até ti.
Os pássaros cantam a nossa música nas árvores do jardim, as flores libertam o tu perfume e o meu corpo flutua. O meu mundo perfeito foi criado para viver perto de ti. Assim sou levado a flutuar e a dançar, na tua invisível presença.
A nossa casa e o nosso palco é chão cheio de pétalas de flores de todas as cores que brilham incididos pela luz do sol como holofotes de estádio de futebol e aclamam aos amores, e troca de sabores. Nesta pureza de um anjo incorporado por uma nuble de perfume, eu me deixo levar até ti, tos dos dias…

Sem comentários:

Enviar um comentário