Tão pequeno fui atirado para o chão,
Com desprezo ardor e brutalidade.
Os raios solares cegavam a visão,
Impedindo de ver a verdade.
Ali fiquei deitado até ser coberto,
Por um pouco de terra,
O meu destino estava mais que certo,
Era como se o meu coração fosse cortado por uma
serra.
Ali fiquei preso e imóvel naquela escuridão,
Ouvia a chuva a cair,
O vento que soprava no portão,
E eu sem puder partir.
Ali fiquei e fui me alimentando,
De tudo o que fui alcançando,
Até conseguir furar,
A terra que me estava a tapar.
Assim é o meu amor,
Uma pequena semente ou um grão,
Que um dia será flor,
A sair do meu coração.
Para declarar o meu amor.
Nuno Nogueira Silva

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